quarta-feira, 22 de julho de 2015

Salvação

Parece que ainda ontem te ouvir sorrindo, gargalhando alto,
mas hoje não escuto mais.

Eu pergunto por que deixar a vida escapar assim, entre noites e noites,
por que ser caça num mundo cheio de caçadores.

Não conhecemos totalmente a vida, e o que pensamos ser monótono, pode ser a nossa salvação,
sim, pois é o que não  esperamos, monotonia... e ela nos dá o que queremos, aventuras inesperadas.

Então tu preferes se entregar a poucos minutos de ilusão, ainda que todos os dias, mais de uma vez,
sabendo que seus todos os dias, serão poucos, curtos dias.

Eu choro, por não saber como. Eu oro, para entender como, quando poderei salvar-te.
A nossa história ainda não teve um fim, eu já decidir que não vou permitir que se perca,
não assim, por favor não Deus, dai-me forças, preciso salva-la.

Nossa historia ainda não teve um fim, não farei mais nada até o dia que a trazer de volta,
até o dia que voltará pra mim.

A verdade é que te salvando me salvo. Te amando como antes, amarei a muitos e mais a ti todos os dias da vida.



sábado, 4 de julho de 2015

Eu sou um

Somos todos.
Ainda procuro o significado destas duas palavras juntas, somos todos.
Tenho-a visto por aí, se mostrando sempre solícita ao ser chamada,
nunca recusando-se dar a mão para quem de imediato lhe recorre o socorro.
Não quero jamais que um dia me digam, somos todos você!
Não... fugiria assim que ouvisse tamanha covardia. Quem estaria ganhando com algo assim?
Com toda certeza eu não seria. Nem os meus, nem o mundo.
Não quero aqui separar, dividir, desagregar nada nem ninguém. Eu quero pensar só, mudar só, errar só, resolver só, escolher só, ser apenas eu e só.
Me mostra apenas os dois ou os vários caminhos e me deixa seguir. Não me molda, não me forma, só me preenche. Me preenche de tudo! Revela-me as coisas ruins e as boas. Mas não me diz o que elas são, me deixa decidir, me permite entender, ter dúvida, me confunde, me dá apenas teu ponto de vista, teu jeito de enxergar a vida. 
Os homens como um todo já foram os renegados, logo após os renegados foram os animais. Depois os fracos, então os derrotados, os dominados, também os negros. 
Hoje todos ainda o são velhos renegados. E quantas vezes será necessário ouvir um somos todos?
Já não é preciso guerras a algum tempo. Precisamos de luz, somente luz.
Não me preparo mais para batalha alguma, estas já não fazem sentido.
Agora me proponho a expor o que posso das coisas do mundo. Dizer o que sei, ensinar, aprender.
O que não puder me parar, não existe, não causa efeito.
Um preto, ele nasceu preto e vai morrer preto. O que não pode permanecer é a ignorância.
O preto deve nascer raso e não morrer assim! ele deve nascer e evoluí, aprofundar-se em história e cultura, recuperar de voltar o que um dia foi seu, como também o Índio.
O respeito vem de olhar no olho e se reconhecer como igual, mas não somente por uma questão física e biológica de que vamos todos para o mesmo lugar, "somos todos" pó. 
Não, é algo mais, é muito mais, é extremamente mais profundo.
Respeito não se enfia garganta abaixo! Até porque somos excelentes em cobrar, mas em nosso dia-dia percebemos a dificuldade do ser.
Jamais serei estritamente uma tribo, comunidade, aldeia, clube, o que seja. 
Quem sabe uma vela ao lado, um livro de cabeceira, um contador de história te pondo a pensar, um amigo irmão, alguém que te preencha de fatos, bons e ruins, de lados, visões extremas e complexas, sempre um perguntador, raramente um respostador.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

P/B

O sabor do mundo já não é o mesmo de antes, já não se ver as cores como se via, inspiração é algo que muitas vezes vem nos faltando.
Amar a quem se não a si mesmo. Já não querem mais sofrer por ninguém. Somente eu sobrei, que dou tudo que tenho, por um dia intenso embebido de amor e guerra.

Desabafo.

Eu vim aqui falar de mim, mas também falar de todos e de tudo.
Não vim buscar nada que não seja meu, não vim protestar por nenhum direito alheio.
Eu vim para subverter o erro, elevar a honra.
Não há quem me diga que tudo é natural, menos ainda que me convença de qualquer normalidade.
Tudo o que vejo é movimentos sintéticos, lógicas empiristas, implantadas por quem conhece de fato a verdade.
Quando poderei dizer que eu vivo o que sou? Ainda não saberia responder.
Nem mesmo poderia dizer com certeza se o que produzo é de puro livre pensamento!
Que o criador se mostre a nós ou nos mande um guia, visto que estamos todos perdidos.
Esse é o meu desespero, e que fique claro que não há um arco, é tudo descompassado, sem roteiro o que dito.
O que é feito, sim, a agenda é cumprida a toda risca.
Quando poderei então olhar e ver pessoas e não produtos? deveria eu devorar todos eles?
A natureza como uma moribunda, tenta se levantar às vezes que pode, mas a muito agoniza e já nada pode mudar profundamente.
Sonho que um dia acabe caindo amor do céu, para que de verdade possamos nos maravilhar de algum modo e não voltemos a nos corromper.
Estou sem esperanças, é minha sinceridade!
Quem de verdade nos libertou de algo? São tantas perguntas.
Nesse mundo só o dinheiro pode libertar alguém, e somente por isso é que se tenta por esperança numa vida diferente, num reino pronunciado, utopia.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Mudanças

Quem poderá prever o que há de vir.
A verdade é que nada sabemos de nós, não esse de agora,
mas, aquele que nos aguarda em um tempo desconhecido.
Atualmente todas as fés se encontram fortemente abaláveis,
quem diria... o irrefutável já vem encontrando fortes combatentes,
o inalcançável tem de tempos em tempos olhado para trás, 
como quem já ver algo que intentar te puxar pelos pés.
Poderia ser disso o meu medo, meu temor,
homens comuns em busca de tirar-me a esperança de uma vida melhor, meus sonhos, amores.
Mas aprendi com o meu tempo, não haver sonho melhor que se libertar das prisões, do carcere, da escuridão... a mentira.
Não julguei nada, nenhum lado sequer. Vivo como nasci, respirando, aprendendo, caminhando, pensando e mudando.
O que não ilumina, não muda perspectiva, não altera a visão.
Não conheço aquele eu que está lá, em outro tempo,
mas certamente não será esse, nem o de amanhã, jamais serei tão
rígido ao ponto de vir a quebrar, maleável sim, mas por pura convicção.