quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Suicídio

Não se trata de morrer, mas, deixar de viver. A ideia que carrega o termo suicidar-me, expressa nela mesma a necessidade de uma não existência, visto que, não vejo concordância verbal, nominal, qualquer que o português, o inglês e o grego possam conter.
Abrir mão de uma mudança brusca por um simples ato, talvez de poucos segundos, quando se poderia, diante da grave situação que se encontra, escolhermos o que quisermos ser e incorporar, sem pressões, sem amarras, vez que, o que éramos já não deu certo, faliu, sucumbiu aos ditames da vida e o novo ser é o que resta, não um que venha nascer e substituir, mas, um que eu sempre quis, mas tive medo todo o tempo. No entanto, hoje não teria medo de tirar minha própria vida, porque então não poderia me socorrer na loucura, na aventura, sair por ai e encantar a todos com qualquer coisa, com sinceridades, enfrentar e enlouquecer a todos os outros. Não é justo que enlouquecestes por eles e não os enlouqueça com sua verdade e brilho interior. Quase todos odeiam verdades ditas, quando penso em morrer é quando penso em fazer as melhores coisas que o ser humano poderia fazer. Enfrento os maus como quem não tem nada a perder. Dirijo minha insignificante vida como a mais importante, eu me doou por saber que nada valho, e por não querer dar ainda mais trabalho, causar ainda mais dor. Ah mais e a minha dor? Quem pensa em morrer não pensa na dor, quem pensa em morrer, pensa no fracasso, no erro, no medo, menos na dor! Não desejo impedir que morra, só entendo ser uma ótima oportunidade para sair por ai como um louco que é, fazer de tudo um pouco e quando faltar dinheiro, não lhe deixe faltar vontade, agora que todos já sabem que você é o que é, não aquele que acharam, e que com esse terão de conviver até querer suicidar-se novamente e então ser outro, outra vez.

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